DISCENTE: PALOMA KEISY DA SILVA ALMEIDA
DATA: 27/07/2026
HORA: 10:00
LOCAL: Mini auditório CCBS HU Aracaju
TÍTULO: Processo de Doação de Órgãos em Casos de Morte Encefálica: Análise Retrospectiva
PALAVRAS-CHAVES: Doador de órgãos; Doação de órgãos; Consentimento para Doação de Órgãos; Morte Encefálica; Cuidados intensivos.
PÁGINAS: 82
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Enfermagem
SUBÁREA: Enfermagem Médico-Cirúrgica
RESUMO:
Introdução: O processo de doação de órgãos a partir da morte encefálica (ME) compreende um conjunto de ações
com a finalidade de transformar um potencial doador em doador efetivo. Dentre essas ações, a autorização familiar é
etapa legal e determinante para a concretização da doação, contudo essa decisão pode estar associada à
compreensão, comunicação e acolhimento da equipe de saúde, condução da entrevista familiar, tempo de espera,
crenças e valores familiares. Objetivo: Analisar os fatores associados à autorização familiar no processo de doação de
órgãos dos registros de ME em Sergipe. Materiais e método: Estudo transversal retrospectivo, fundamentado no
Strengthening the Reporting of Observational Studies in Epidemiology (STROBE). A coleta de dados ocorreu entre
agosto de 2025 e janeiro de 2026 na Organização de Procura de Órgãos (OPO) de Sergipe, utilizando instrumento
adaptado dos formulários oficiais da OPO e das diretrizes da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos e da
Associação de Medicina Intensiva Brasileira. Foram incluídos registros de pacientes submetidos ao protocolo
diagnóstico de ME referentes aos períodos de 2014 a 2016 e 2022 a 2024, definidos em função da atualização dos
critérios diagnósticos pela Resolução CFM nº 2.173/2017. Excluíram-se pacientes com idade <18 anos, protocolo de
ME não concluído ou suspenso, diagnóstico negativo para ME, inviabilidade para doação ou ausência de
documentação. O período de 2017–2021 foi excluído devido à transição normativa e à pandemia de COVID-19. A
análise estatística incluiu estatística descritiva, inferencial e regressão logística com variância robusta, utilizando o R
(versão 4.5.1). Resultados: Foram incluídos 279 registros, predominando indivíduos do sexo masculino, pardos, com
idade mediana de 47 anos. A taxa de autorização familiar para doação de órgãos foi de 26,9%. Na comparação entre
os grupos, verificou-se maior frequência de autorização entre residentes da Grande Aracaju e associação com etilismo,
tabagismo, uso de drogas ilícitas, hipertensão arterial sistêmica, doença hepática e histórico de doença infecciosa, sem
diferenças nos parâmetros de manutenção clínica e nas variáveis temporais. Os fatores associados à autorização
familiar foram idade, etilismo, tabagismo e tempo entre a admissão hospitalar e o início do protocolo de ME; cada dia
adicional reduziu em aproximadamente 4% a chance de autorização familiar. O modelo final apresentou capacidade
discriminatória moderada. A principal causa de recusa para doação foi o desejo de manutenção do corpo íntegro,
presente em 45,5% dos casos, seguida da informação de que o potencial doador era contrário à doação em vida.
Conclusão: Os fatores associados à autorização familiar para doação de órgãos foram a menor idade, a presença de
etilismo e tabagismo e o maior intervalo entre a admissão hospitalar e o início do protocolo de ME. Esses achados
indicam a necessidade de fortalecer e-DOTs e OPO para identificação precoce de potenciais doadores e implementar
fluxos assistenciais mais ágeis, sobretudo no interior. Recomenda-se estratégias de educação em saúde para
estimular diálogo prévio sobre doação e qualificar entrevistas familiares, reduzindo recusas.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1506112 - FERNANDA GOMES DE MAGALHÃES SOARES PINHEIRO
Interno - FERNANDA COSTA MARTINS GALLOTTI
Externo ao Programa - 1341115 - CAROLINA SANTOS SOUZA TAVARES
Externo ao Programa - 2972957 - ANA CARLA FERREIRA SILVA DOS SANTOS
Externo à Instituição - TASSIA LIMA BOMFIM





