Sáb, 04 de julho de 2026, 23:29

Banca de DEFESA: SABRINA BARRETO MOTA
Defesa de Mestrado

DISCENTE: SABRINA BARRETO MOTA
DATA: 26/06/2026
HORA: 10:00
LOCAL: Sala de Aula, 5º Andar, Anexo II, HU Aracaju
TÍTULO: PREVALÊNCIA E FATORES ASSOCIADOS À INCONTINÊNCIA URINÁRIA EM MULHERES COM CÂNCER DE MAMA EM TRATAMENTO ONCOLÓGICO
PALAVRAS-CHAVES: Neoplasias da Mama. Incontinência Urinária. Sintomas do Trato Urinário Inferior. Fadiga. Enfermagem Oncológica.
PÁGINAS: 80
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Enfermagem
SUBÁREA: Enfermagem Médico-Cirúrgica
RESUMO:

Introdução: a incontinência urinária (IU) configura-se como um agravo frequente e ainda subvalorizado entre mulheres, particularmente naquelas com câncer de mama, em que os efeitos físicos e psicossociais da doença e de seu tratamento contribuem para o agravamento dessa condição. Estudos mostram que essa população apresenta maior carga de sintomas urinários em mulheres sem câncer, com impacto negativo sobre qualidade de vida, funcionalidade e adesão terapêutica. Objetivo: analisar a prevalência e fatores associados à IU entre mulheres com câncer de mama submetidas a tratamento oncológico em um serviço especializado do Nordeste do Brasil. Método: estudo transversal, quantitativo e analítico, conduzido em um serviço oncológico de Aracaju, Sergipe, com 208 mulheres com câncer de mama em tratamento ou seguimento, selecionadas por conveniência. A coleta de dados foi realizada por meio de questionário estruturado com instrumentos validados para a população brasileira, incluindo o International Consultation on Incontinence Questionnaire - Short Form (ICIQ-SF), para avaliação da presença e gravidade da IU, o ICIQ-Overactive Bladder (ICIQ-OAB), para sintomas de bexiga hiperativa, e o Brief Fatigue Inventory (BFI), para avaliação da fadiga, dados secundários também foram coletados dos prontuários das pacientes. Os dados foram analisados no Jamovi 2.6.44 por meio de estatística descritiva, testes de associação, modelo multivariado de Poisson com variância robusta e teste de Kruskal-Wallis com pós-teste de Dunn e ajuste de Bonferroni para comparação dos escores de fadiga segundo a gravidade da IU. Resultados: a prevalência de IU foi de 27,9% (58/208), o que indica que aproximadamente uma em cada quatro mulheres apresentava perdas urinárias no momento da avaliação. Entre as mulheres com IU, 50,0% apresentaram gravidade leve, 31,0% moderada e 19,0% grave ou muito grave, com escore médio de 8,3 pontos no ICIQ-SF. Observou-se maior frequência numérica de IU entre mulheres submetidas à radioterapia (34,1%) e à hormonioterapia (34,4%), embora sem significância estatística. Na análise da fadiga, verificou-se elevação progressiva dos escores com o aumento da gravidade da IU; embora a intensidade global da fadiga não tenha diferido significativamente entre os grupos, os domínios capacidade de caminhar e prazer de viver apresentaram maior comprometimento entre mulheres com IU grave ou muito grave em comparação àquelas com IU leve. Conclusão: a IU apresentou elevada frequência entre mulheres com câncer de mama em tratamento oncológico e mostrou-se clinicamente relevante por sua associação com maior comprometimento funcional em domínios da fadiga. Os achados reforçam a necessidade de rastreamento sistemático da IU e de incorporação da avaliação da saúde pélvica e da fadiga na assistência oncológica.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1256120 - CAÍQUE JORDAN NUNES RIBEIRO
Interno - 1778449 - MARCUS VALERIUS DA SILVA PEIXOTO
Interno - 2030768 - ALLAN DANTAS DOS SANTOS
Externo ao Programa - 6426549 - ANA CRISTINA FREIRE ABUD
Externo à Instituição - TASSIA LIMA BOMFIM


Notícias UFS