Ter, 09 de junho de 2026, 14:01

Banca de DEFESA: GIOVANNA DOS SANTOS ANDRADE
Defesa de Mestrado

DISCENTE: GIOVANNA DOS SANTOS ANDRADE
DATA: 16/06/2026
HORA: 09:00
LOCAL: Sala de videoconferência 301 - DID VII
TÍTULO: Tecnologia Educativa para a autoeficácia materna com a amamentação: ENSAIO CLÍNICO RANDOMIZADO CONTROLADO
PALAVRAS-CHAVES: Autoeficácia; Aleitamento materno; Tecnologia educacional; Educação em Saúde; Promoção da saúde.
PÁGINAS: 93
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Enfermagem
SUBÁREA: Enfermagem Obstétrica
RESUMO:

Introdução: As tecnologias educativas são ferramentas importantes para o cuidado com gestante, puérpera e a interação mãe-bebê, em especial, no momento da amamentação. Escalas que avaliam a autoeficácia materna com a amamentação são objetos de pesquisa com o objetivo de implementar a prática baseada em evidência científica. Objetivo: Avaliar o efeito do uso de uma tecnologia educativa na autoeficácia materna com a amamentação utilizando a Breastfeeding Self-Eficacy Scale-Short Form (BSES-SF). Materiais e método: Foi realizado um ensaio clínico randomizado controlado, de natureza quantitativa, unicego e com delineamento de grupos paralelos, conduzido em Unidades Básicas de Saúde localizadas nos municípios de Itabaiana e Lagarto, no estado de Sergipe. A população do estudo foi composta por gestantes com idade igual ou superior a 18 anos, em acompanhamento pré-natal, distribuídas entre grupo controle (GC) e grupo intervenção (GI). A intervenção consistiu na utilização de um álbum seriado educativo, complementada por acompanhamento durante o período puerperal. A autoeficácia materna para amamentação foi mensurada por meio da Breastfeeding Self-Efficacy Scale – Short Form (BSES-SF), aplicada aos 7, 30, 90 e 180 dias após o parto. Para análise dos dados, empregaram-se procedimentos de estatística descritiva e inferencial, incluindo modelos lineares de efeitos mistos, adotando-se nível de significância de 5%. Ao todo, 106 gestantes foram recrutadas, resultando em uma amostra final de 53 participantes. Resultados: No pré-natal o GI apresentou um escore médio de autoeficácia significativamente superior ao GC (60 ± 7 vs. 56 ± 6; p = 0,024), por outro lado no período pós-parto de 7, 30, 90 e 180 dias não houve diferença significativa entre os grupos (p>0,05). O desmame precoce (< 6 meses) foi relacionado com intercorrência na gestação/parto (p=0,007) e nutrizes apenas com um parto (p=0,04). O modelo linear de efeitos mistos avaliou a confiança para amamentar entre o GI e o GC ao longo do tempo, observou-se uma diferença significativa na gestação, ou seja, GI mais confiante (p= 0,006) em comparação com 7,30,90 e 180 dias. Já em 90 dias o GC apresentou um aumento na confiança (p=0,005). Portanto, conforme o tempo passou as puérperas apresentaram menores diferenças entre GI e GC, deixando parecidos em 30 dias (p=0,002) e 180 dias (p=0,009). Conclusão: A tecnologia educativa mostrou efeito positivo na autoeficácia materna para amamentar durante a gestação, aumentando a confiança das participantes do grupo intervenção em comparação ao grupo controle. Entretanto, esse efeito não se manteve de forma significativa ao longo do período pós-parto, quando os escores de autoeficácia se tornaram semelhantes entre os grupos. Além disso, intercorrências gestacionais/obstétricas e a primiparidade estiveram associadas ao desmame precoce. Os resultados reforçam a importância de estratégias contínuas de apoio à amamentação, especialmente nos primeiros meses após o parto.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - CASSIANE DEZOTI DA FONSECA
Interno - GIRLIANI SILVA DE SOUSA
Externo ao Programa - 1120444 - JUSSIELY CUNHA OLIVEIRA
Externo à Instituição - ISAURA DANIELLI BORGES DE SOUSA
Externo à Instituição - CARLA ROBERTA MONTEIRO MIURA


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