DISCENTE: PALOMA KEISY DA SILVA ALMEIDA
DATA: 10/06/2026
HORA: 09:30
LOCAL: PPGEN
TÍTULO: Efetivação da Doação de Órgãos em Casos de Morte Encefálica: Coorte Retrospectiva
PALAVRAS-CHAVES: Doação de órgãos, Seleção do doador, Morte encefálica, Efetividade, Família.
PÁGINAS: 89
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Enfermagem
SUBÁREA: Enfermagem Médico-Cirúrgica
RESUMO:
Introdução: A efetivação da doação de órgãos em casos de Morte Encefálica (ME) ocorre com o início da cirurgia de extração dos órgãos do potencial doador. A taxa de efetivação é definida como a proporção entre doadores efetivos e potenciais doadores. No Brasil, em 2025 a taxa de efetivação foi de 27,2% evidenciando uma lacuna diante de 73.877 mil pacientes em lista de espera para transplantes. O termo de doação assinado por familiares é o elemento central nesse processo operacional. Objetivo: Analisar os fatores associados à efetivação da doação de órgãos nos casos de Morte Encefálica em Sergipe. Materiais e método: Coorte retrospectiva fundamentado nas recomendações do roteiro Strengthening the Reporting of Observational Studies in Epidemiology (STROBE). A coleta de dados foi realizada entre agosto 2025 e janeiro de 2026, ocorreu na Organização de Procura de Órgãos (OPO) de Sergipe e a utilizou um instrumento adaptado dos formulários oficiais da OPO e das diretrizes da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos e Associação de Medicina Intensiva Brasileira. Foram incluídos registros de pacientes adultos com diagnóstico confirmado de morte encefálica disponíveis no banco de dados da OPO, referentes aos períodos de 2014 a 2016 e 2022 a 2024, definidos em função da atualização dos critérios diagnósticos pela Resolução CFM nº 2.173/2017. Foram excluídos registros incompletos ou inconsistentes, pacientes menores de 18 anos e protocolos de ME não concluídos. Os anos de 2017 a 2021 foram excluídos por corresponderem ao período de transição normativa e à pandemia de COVID-19, visandomaior homogeneidade entre os períodos analisados. A análise estatística incluiu etapas descritivas e inferenciais, utilizando o ambiente R (versão 4.5.1) e regressão de Poisson com variância robusta. Resultados: Foram incluídos 310 registos de potenciais doadores avaliados. Os fatores associados à maior taxa de efetivação foram tabagismo (IRR = 2,13; IC95%: 1,19–3,60; p = 0,007) e presença de disfunção hepática (IRR = 2,91; IC95%: 1,21–5,92; p = 0,007). O modelofinal apresentou capacidade discriminatória satisfatória para distinguir casos com e sem efetivação. Observou-se maior frequência de doação efetiva entre indivíduos oriundos da Grande Aracaju, do sexo masculino, pardos e na faixa etária de 18 a 34 anos. Houve associação significativa entre efetivação da doação e variáveis relacionadas ao estilo de vida,histórico infecioso, hipertensão arterial e disfunção hepática. A principal causade não efetivação foi a recusa familiar,destacando-se o desejo de manutenção do corpo íntegro, presente em 48,3%` dos casos. O tempo médio total de internação hospitalar foi discretamente maior entre os casos com doação efetivada (11,62 dias), porém sem associação estatisticamente significativa. Conclusão: A taxa de efetivação da doação de órgãos em Sergipe foi de 23,9% e embora a maioria dos potenciais doadores não apresentasse contraindicações clínicas, a decisão familiar consolidou-se como o fatordeterminante de recusa para a doação.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1506112 - FERNANDA GOMES DE MAGALHÃES SOARES PINHEIRO
Interno - FERNANDA COSTA MARTINS GALLOTTI
Externo ao Programa - 1341115 - CAROLINA SANTOS SOUZA TAVARES
Externo ao Programa - 2972957 - ANA CARLA FERREIRA SILVA DOS SANTOS
Externo à Instituição - TASSIA LIMA BOMFIM





