Sáb, 23 de maio de 2026, 12:55

Banca de DEFESA: JOAO MARCOS SANTOS OLIVEIRA
Defesa de Mestrado

DISCENTE: JOAO MARCOS SANTOS OLIVEIRA
DATA: 29/05/2026
HORA: 13:30
LOCAL: Universidade Federal de Sergipe - Sala ECHO
TÍTULO: DISTRIBUIÇÃO TEMPORAL, ESPACIAL E ESPAÇO-TEMPORAL DA MORTALIDADE POR CÂNCER DE PRÓSTATA E SUA ASSOCIAÇÃO COM DETERMINANTES SOCIAIS EM SAÚDE NO BRASIL
PALAVRAS-CHAVES: Neoplasia de próstata; Mortalidade; Análise espaço-temporal; Estudo de séries temporais.
PÁGINAS: 90
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Enfermagem
SUBÁREA: Enfermagem de Saúde Pública
RESUMO:

Introdução: O câncer de próstata representa desafios à saúde pública brasileira, especialmente diante das desigualdades regionais e sociais. Objetivo: Analisar os padrões temporais, espaciais e espaço-temporais da mortalidade por câncer de próstata e sua associação com determinantes sociais de saúde no Brasil, entre 2013 e 2022. Métodos: Estudo ecológico de base populacional, com dados de óbitos do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM/DATASUS) e estimativas populacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As taxas de mortalidade foram suavizadas por estimador bayesiano empírico espacial. A dependência espacial foi analisada pelo Índice Global e Local de Moran e pelos Indicadores Locais de Associação Espacial. Os aglomerados de risco foram identificados por varredura espacial e espaço-temporal de Kulldorff, com modelo de Poisson e simulações de Monte Carlo. As tendências temporais foram analisadas por regressão Joinpoint. As associações entre mortalidade e determinantes sociais da saúde foram avaliadas pelo Índice de Moran bivariado e pela correlação de Spearman, após teste de normalidade de Shapiro-Wilk. Resultados: Foram registrados 152.864 óbitos, com predomínio entre homens com 60 anos ou mais, brancos, casados, de baixa escolaridade, ocorridos principalmente em ambiente hospitalar. Observou-se tendência nacional decrescente da mortalidade (AAPC = –1,4%; IC95%: –1,6 a –1,0), com comportamento heterogêneo entre as regiões, caracterizado por redução no Norte, Nordeste e Sul e estabilidade no Sudeste e Centro-Oeste. A análise espacial evidenciou autocorrelação positiva persistente, com clusters de alto risco concentrados nas regiões Sul e Sudeste, especialmente em municípios do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, enquanto áreas de baixo risco predominaram no Norte e Centro-Oeste. A varredura espaço-temporal confirmou aglomerados significativos de elevado risco no Sul, Sudeste e em trechos do litoral do Nordeste, demonstrando persistência espacial da mortalidade ao longo do período analisado. As análises bivariadas revelaram associações espaciais entre a mortalidade, maior proporção de idosos e melhores indicadores de desenvolvimento humano no Sul e Sudeste, bem como com analfabetismo, desigualdade de renda e vulnerabilidade social no Nordeste. Na correlação de Spearman, a proporção de idosos apresentou correlação positiva significativa e de moderada magnitude com a mortalidade, enquanto os demais indicadores apresentaram correlações fracas. Não foram observadas associações significativas com exames de rastreamento ou número de especialistas em urologia. Conclusão: Apesar da redução nacional da mortalidade, persistem desigualdades territoriais relevantes, indicando que o câncer de próstata permanece condicionado por fatores demográficos, socioeconômicos e estruturais, reforçando a necessidade de estratégias regionais orientadas pela equidade e pelo território.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2030768 - ALLAN DANTAS DOS SANTOS
Interno - 1778449 - MARCUS VALERIUS DA SILVA PEIXOTO
Interno - 3357466 - MARCO AURÉLIO DE OLIVEIRA GÓES
Interno - 1256120 - CAÍQUE JORDAN NUNES RIBEIRO
Externo à Instituição - LUCAS ALMEIDA ANDRADE


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