DISCENTE: SABRINA BARRETO MOTA
DATA: 28/05/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Sala de videoconferência 302 - DID VII
TÍTULO: Prevalência e fatores associados à incontinência urinária em mulheres com câncer de mama em tratamento oncológico: Um estudo transversal
PALAVRAS-CHAVES: Neoplasias da Mama. Incontinência Urinária. Sintomas do Trato Urinário Inferior. Fadiga. Enfermagem Oncológica.
PÁGINAS: 76
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Enfermagem
RESUMO:
Introdução: a incontinência urinária (IU) é um agravo frequente e ainda subvalorizado entre mulheres, sobretudo aquelas com câncer de mama, que quando somado aos efeitos físicos e psicossociais da doença e de seu tratamento. Estudos mostram que essa população apresenta maior carga de sintomas urinários em mulheres sem câncer, com impacto negativo sobre qualidade de vida, funcionalidade e adesão terapêutica. Objetivo: analisar a prevalência e fatores associados à IU entre mulheres com câncer de mama submetidas a tratamento oncológico em um serviço especializado do Nordeste do Brasil. Método: estudo transversal, quantitativo e analítico, conduzido em um serviço oncológico de Aracaju, Sergipe, com 208 mulheres com câncer de mama em tratamento ou seguimento, selecionadas por conveniência. A coleta de dados foi realizada por meio de questionário estruturado, consulta a prontuários e instrumentos validados para a população brasileira, incluindo o International Consultation on Incontinence Questionnaire - Short Form (ICIQ-SF), para avaliação da presença e gravidade da IU, o ICIQ-Overactive Bladder (ICIQ-OAB), para sintomas de bexiga hiperativa, e o Brief Fatigue Inventory (BFI), para avaliação da fadiga. Os dados foram analisados no Jamovi 2.6.44 por meio de estatística descritiva, testes de associação, modelo multivariado de Poisson com variância robusta e teste de Kruskal-Wallis com pós-teste de Dunn e ajuste de Bonferroni para comparação dos escores de fadiga segundo a gravidade da IU. Resultados: a prevalência de IU foi de 27,9% (58/208), indicando que aproximadamente uma em cada quatro mulheres apresentava perdas urinárias no momento da avaliação. Entre as mulheres com IU, 50,0% apresentaram gravidade leve, 31,0% moderada e 19,0% grave ou muito grave, com escore médio de 8,3 pontos no ICIQ-SF. Observou-se maior frequência numérica de IU entre mulheres submetidas à radioterapia (34,1%) e à hormonioterapia (34,4%), embora sem significância estatística. Na análise da fadiga, verificou-se elevação progressiva dos escores com o aumento da gravidade da IU; embora a intensidade global da fadiga não tenha diferido significativamente entre os grupos, os domínios capacidade de caminhar e prazer de viver apresentaram maior comprometimento entre mulheres com IU grave ou muito grave em comparação àquelas com IU leve. Conclusão: a IU apresentou elevada frequência entre mulheres com câncer de mama em tratamento oncológico e mostrou-se clinicamente relevante por sua associação com maior comprometimento funcional em domínios da fadiga. Os achados reforçam a necessidade de rastreamento sistemático da IU e de incorporação da avaliação da saúde pélvica e da fadiga na assistência oncológica.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1256120 - CAÍQUE JORDAN NUNES RIBEIRO
Interno - 1778449 - MARCUS VALERIUS DA SILVA PEIXOTO
Interno - 2030768 - ALLAN DANTAS DOS SANTOS
Externo ao Programa - 6426549 - ANA CRISTINA FREIRE ABUD
Externo à Instituição - TASSIA LIMA BOMFIM





