Sáb, 14 de fevereiro de 2026, 09:29

Banca de DEFESA: Luís Ricardo Santos de Melo
Defesa de mestrado

DISCENTE: LUÍS RICARDO SANTOS DE MELO
DATA: 27/02/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Didática VII
TÍTULO: PANORAMA ESPAÇO-TEMPORAL DO CÂNCER COLORRETAL NO BRASIL: MORBIMORTALIDADE, ACESSO AO TRATAMENTO E ASSOCIAÇÃO COM DETERMINANTES SOCIAIS DE SAÚDE (1980-2023)
PALAVRAS-CHAVES: Câncer colorretal; Mortalidade; Acesso ao tratamento; Análise espacial; COVID-19; Determinantes sociais de saúde
PÁGINAS: 149
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Enfermagem
SUBÁREA: Enfermagem de Saúde Pública
RESUMO:

O câncer colorretal (CCR) representa um desafio relevante para a saúde pública brasileira, devido à alta mortalidade, disparidades regionais significativas e fragilidade do cuidado oncológico durante crises sanitárias. Este trabalho teve como objetivo examinar, de forma integrada, as tendências e padrões espaciais da mortalidade, o efeito da pandemia de COVID- 19 sobre o acesso ao tratamento, e as desigualdades na incidência estimada, considerando os determinantes sociais da saúde no Brasil. Trata-se de um estudo ecológico utilizando dados secundários. Primeiramente, analisaram-se as tendências temporais e clusters espaço-temporais da mortalidade por CCR entre 1980 e 2021, empregando métodos de regressão e estatística espacial. Posteriormente, investigou-se o impacto da COVID-19 no acesso ao tratamento, analisando diferentes tipos de terapias e o intervalo do diagnóstico ao início do tratamento, por séries temporais interrompidas e análise espacial das regiões de saúde. Por último, estimou-se a incidência municipal de CCR para 2024 a partir de dados de mortalidade e registros de câncer, explorando sua distribuição espacial e relação com determinantes de sáude através de regressão espacial. Os resultados mostraram aumento contínuo e expansão geográfica da mortalidade nas últimas décadas, com alto risco concentrado nas regiões Sul e Sudeste e surgimento de clusters em capitais e áreas metropolitanas do Nordeste. A pandemia causou interrupções substanciais no acesso ao tratamento, principalmente em cirurgias e quimioterapia, com efeito mais
acentuado nas regiões de saúde historicamente vulneráveis, ampliando desigualdades regionais e mantendo o acesso abaixo do esperado até 2022. A incidência estimada evidenciou profundas disparidades espaciais, com taxas maiores no Sul, Sudeste e partes do Centro-Oeste, e menores no Norte e Nordeste. As relações entre incidência e determinantes sociais variaram conforme o espaço e escala, refletindo diferenças de risco e desigualdades na capacidade diagnóstica e na estrutura dos serviços de saúde. Conclui-se que o CCR no Brasil apresenta uma dinâmica
complexa, marcada por desigualdades temporais, espaciais e de acesso, agravadas em contextos de crise. Os achados reforçam a importância de políticas públicas integradas e sensíveis ao território, voltadas ao fortalecimento das redes regionais de oncologia, à expansão equitativa do diagnóstico precoce, à promoção da saúde e à resiliência dos serviços. A vigilância contínua baseada em dados populacionais e a abordagem dos determinantes sociais são cruciais para diminuir desigualdades e reduzir o impacto futuro do CCR.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2030768 - ALLAN DANTAS DOS SANTOS
Interno - 2394615 - EDUESLEY SANTANA SANTOS
Interno - 1256120 - CAÍQUE JORDAN NUNES RIBEIRO
Externo ao Programa - CARLOS ANSELMO LIMA
Externo à Instituição - Luís Carlos Lopes-Júnio


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