DISCENTE: ESTER BATISTA DO NASCIMENTO VIEIRA
DATA: 19/02/2026
HORA: 09:00
LOCAL: Sala 408 A Didática 7
TÍTULO: ULTRASSONOGRAFIA DA BAINHA DO NERVO ÓPTICO NA DETECÇÃO DA HIPERTENSÃO INTRACRANIANA EM PACIENTES DE TRAUMA CRANIOENCEFÁLICO GRAVE
PALAVRAS-CHAVES: Traumatismo Cerebral; Monitorização não invasiva; Hipertensão Intracraniana; Diâmetro da bainha do nevo óptico.
PÁGINAS: 114
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Enfermagem
SUBÁREA: Enfermagem Médico-Cirúrgica
RESUMO:
Introdução: A hipertensão intracraniana (HIC) é uma condição neurológica crítica caracterizada pelo aumento anormal da pressão no interior da caixa craniana, podendo resultar em complicações neurológicas graves e, frequentemente, fatais. Diante da necessidade de métodos menos invasivos, acessíveis e eficazes para o monitoramento da pressão intracraniana (PIC), torna-se essencial o desenvolvimento e a validação de ferramentas que auxiliem no diagnóstico precoce e no manejo clínico da HIC. Objetivo: Analisar a utilização da ultrassonografia da bainha do nervo óptico (USBNO) na detecção de sinais de HIC em pacientes com trauma cranioencefálico (TCE) grave no estado de Sergipe. Método: Trata-se de um estudo de coorte prospectiva, desenvolvido no Hospital de Urgências de Sergipe “Governador João Alves Filho” (HUSE). Foram incluídos 119 pacientes com diagnóstico de TCE grave, admitidos no pronto-socorro no período de novembro de 2024 a abril de 2025, até 12 horas após o TCE grave, que realizaram pelo menos uma tomografia computadorizada de crânio, sendo que obrigatoriamente, uma na admissão hospitalar e que possuam a medida do diâmetro da bainha do nervo óptico (DBNO) no momento da admissão hospitalar. As variáveis clínicas e sociodemográficas foram coletadas desde o momento da admissão no HUSE até a alta hospitalar. Para avaliar o desempenho da USBNO na estimativa de sinais de HIC, foi utilizada a área sob a curva (AUC), com o objetivo de mensurar sua capacidade discriminatória. Foram realizadas análises univariadas para identificar os fatores associados à presença de sinais de HIC avaliados pela TC de crânio. Resultados: A HIC foi identificada por TC em 65,55% dos pacientes de TCE grave. Os achados da TC mais frequentes incluíram hemorragia subaracnoide traumática (34,45%), hematoma subdural (25,21%) e contusão cerebral (21,85%), com predomínio de lesões difusas tipo II segundo a classificação de Marshall (68,12%). As médias do DBNO foram discretamente maiores no grupo com HIC (4,01 ± 0,80 mm) em comparação ao grupo sem HIC (3,86 ± 0,55 mm), sem diferença estatisticamente significativa (p = 0,3641). As medidas do DBNO avaliadas de forma seriada nas primeiras 72 horas de internação apresentaram aumento progressivo e estatisticamente significativo em relação ao valor basal (p < 0,001). Valores médios de DBNO foram mais elevados entre os pacientes que evoluíram para óbito, embora sem significância estatística. O ponto de corte clínico de 6,0 mm apresentou elevada sensibilidade (88,5%) para a identificação de sinais sugestivos de HIC. Conclusão: O DBNO apresentou incremento ao longo da evolução clínica, com tendência a maiores valores em pacientes com maior gravidade neurológica. Apesar de desempenho regular na identificação de sinais de HIC na admissão, a USBNO mostra-se útil como ferramenta complementar e não invasiva na triagem inicial e no monitoramento de pacientes com TCE grave.
MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 1020259 - ARTHUR MAYNART PEREIRA OLIVEIRA
Externo ao Programa - 4523497 - DANIEL VIEIRA DE OLIVEIRA
Interno - 2394615 - EDUESLEY SANTANA SANTOS
Presidente - 3253450 - RITA DE CASSIA ALMEIDA VIEIRA





