DISCENTE: JOAO MARCOS SANTOS OLIVEIRA
DATA: 06/02/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Didática VII
TÍTULO: Distribuição temporal, espacial e espaço-temporal da Mortalidade por Câncer de próstata e sua associação com determinantes sociais de Saúde no Brasil
PALAVRAS-CHAVES: Próstata; Neoplasia de próstata; Indicadores de mortalidade; Análise espaço-temporal; Detecção precoce de câncer
PÁGINAS: 90
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Enfermagem
SUBÁREA: Enfermagem de Saúde Pública
RESUMO:
Introdução: O câncer de próstata representa desafios à saúde pública brasileira, especialmente diante das desigualdades regionais e sociais. Objetivo: Analisar os padrões temporais, espaciais e espaço-temporais da mortalidade por câncer de próstata e sua associação com determinantes sociais de saúde no Brasil, entre 2013 e 2022. Métodos: Estudo ecológico de base populacional, com dados de óbitos do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM/DATASUS) e estimativas populacionais do IBGE. As taxas de mortalidade foram suavizadas, e a autocorrelação espacial foi avaliada por meio do Índice de Moran. As tendências temporais foram analisadas por regressão joinpoint, e as áreas e aglomerados de risco identificados por meio da varredura espacial e espaço-temporal. Resultados: Foram registrados 152.864 óbitos, com predomínio entre homens com 60 anos ou mais, brancos, casados, de baixa escolaridade, ocorridos principalmente em ambiente hospitalar. Observou-se tendência nacional decrescente da mortalidade, com comportamento heterogêneo entre as regiões, caracterizado por redução no Norte, Nordeste e Sul e estabilidade no Sudeste e Centro-Oeste. A análise espacial evidenciou autocorrelação positiva persistente, com clusters de alto risco concentrados nas regiões Sul e Sudeste, enquanto áreas de baixo risco predominaram no Norte e Centro-Oeste. A varredura espaço-temporal confirmou aglomerados significativos de elevado risco no Sul, Sudeste e em trechos do litoral do Nordeste. As análises bivariadas revelaram associações espaciais entre a mortalidade e a proporção de idosos e o IDHM no Sul e Sudeste, bem como com analfabetismo, desigualdade de renda e vulnerabilidade social no Nordeste. Conclusão: Apesar da redução nacional da mortalidade, persistem desigualdades territoriais relevantes, indicando que o câncer de próstata permanece condicionado por fatores demográficos e sociais, reforçando a necessidade de estratégias regionais orientadas pela equidade e pelo território.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2030768 - ALLAN DANTAS DOS SANTOS
Interno - 1778449 - MARCUS VALERIUS DA SILVA PEIXOTO
Interno - 1256120 - CAÍQUE JORDAN NUNES RIBEIRO
Externo à Instituição - RAFAEL PINTO LOURENÇO





