DISCENTE: CAMILA FARIAS DE REZENDE
DATA: 04/02/2026
HORA: 10:00
LOCAL: PPGEN - SALA A DEFINIR
TÍTULO: ITINERÁRIO TERAPÊUTICO E MORTALIDADE DOS CASOS DE ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL NO ESTADO DE SERGIPE
PALAVRAS-CHAVES: Acidente Vascular Cerebral; Acesso aos Serviços de Saúde; Epidemiologia; Atenção à Saúde; mortalidade
PÁGINAS: 48
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Enfermagem
SUBÁREA: Enfermagem de Saúde Pública
RESUMO:
Introdução: O itinerário terapêutico é caracterizado pela trajetória de acontecimentos e decisões de um indivíduo ougrupo na busca por tratamento em saúde e o sucesso desse percurso define o desfecho e sobrevida do paciente. Noscasos de Acidente Vascular Cerebral (AVC), atrasos prolongados e deslocamentos entre unidades de saúdecomprometem o tratamento, aumentam sequelas e mortalidade. As disparidades regionais e estruturais no acesso aosserviços agravam esses desfechos, reforçando a importância de mapas temáticos para permitir o acesso e aorganização das redes de urgência. Objetivo: Analisar o itinerário terapêutico dos casos de Acidente VascularCerebral (AVC) em hospitais do Estado de Sergipe. Materiais e método: Coorte retrospectiva, que incluiu os registrosconfirmados de AVC ocorridos no território sergipano (capital e interiores), entre agosto de 2022 a janeiro de 2023, quedispunham dos endereços de cada ponto do itinerário terapêutico: local de início dos sinais e sintomas, primeiroatendimento, realização da tomografia computadorizada (TC) de crânio e avaliação pelo neurologista ouneurocirurgião. As variáveis abordadas foram organizadas em: perfil demográfico, territorialização e desfecho.Recursos de geoprocessamento foram utilizados para análise, com uso de dados cartográficos do IBGE utilizando osoftware QGIS 3.28.4, com programação em Python 3.9.5 e georeferenciados no sistema SIRGAS 2000. A análiseespacial envolveu a obtenção de centróides dos municípios de origem e destino dos pacientes, cálculo das distânciaseuclidianas e representação dos fluxos por linhas proporcionais à frequência de pacientes. As estatísticas descritivasdas distâncias e frequências foram reunidas em mapas cartográficos coropléticos que evidenciam os principais padrõesde deslocamento. Resultados: Foram analisados 250 registros, sendo o sexo feminino o mais incidente; com idademediana de 66 anos na capital vs. 72 anos no interior; o AVC tipo isquêmico foi o mais diagnosticado, 76,9% na capitalvs 91,2% no interior. A TC de crânio foi realizada apenas em três cidades do Estado, pois nessas localidadesdispunha-se do exame durante o período de coleta de dados. Ao descrever o itinerário terapêutico, o primeiroatendimento foi realizado no município de início dos sintomas ou na mesma região, porém a distância percorridaaumenta até o diagnóstico/avaliação do neurologista e/ou neurocirurgião. Foi verificado que os pacientes provenientesda região Norte do Estado foram os que mais se deslocaram ao longo da rede e foi a região com maior número deóbitos. Não foram registrados óbitos dos pacientes oriundos do leste sergipano e médio sertão. Conclusão: Há disparidades locoregionais na assistência aos casos de AVC no Estado de Sergipe e há necessidades de estruturaçãoe fortalecimento das redes de atenção à saúde.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1506112 - FERNANDA GOMES DE MAGALHÃES SOARES PINHEIRO
Interno - FERNANDA COSTA MARTINS GALLOTTI
Externo ao Programa - 1341115 - CAROLINA SANTOS SOUZA TAVARES
Externo ao Programa - 2918072 - BRUNO FERNANDES DE OLIVEIRA SANTOS
Externo ao Programa - 2972957 - ANA CARLA FERREIRA SILVA DOS SANTOS





