Ter, 20 de janeiro de 2026, 16:04

Banca de QUALIFICAÇÃO: Daniella Silva Pereira
Banca de qualificação

DISCENTE: DANIELLA SILVA PEREIRA
DATA: 23/01/2026
HORA: 15:00
LOCAL: PPGEN
TÍTULO: DESENVOLVIMENTO DE UMA INTERFACE GRÁFICA INTEGRADA DE PLANEJAMENTO, MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO (PMA)
PALAVRAS-CHAVES: Interoperabilidade da Informação em Saúde; Tecnologia da Informação em Saúde; Planejamento em Saúde; Monitoramento em Saúde; Avaliação em Saúde.
PÁGINAS: 154
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Enfermagem
RESUMO:

INTRODUÇÃO: O planejamento, monitoramento e a avaliação (PMA) em saúde é uma função gestora normatizada, mas sua efetivação no âmbito do Sistema Único de Saúde encontra-se fragilizada por diversos fatores. Por isso, o Ministério da Saúde desenvolveu o módulo de planejamento, DigiSUS que propôs algumas melhorias como a transparência pública, entretanto ainda existem lacunas a serem aperfeiçoadas, como padronização do método de construção dos instrumentos, interoperabilidade, bem como o monitoramento e avaliação. Nesse sentido, uma interface gráfica pode contribuir para o aperfeiçoamento dessas lacunas do DigiSUS e assim aprimorar o processo de trabalho dos gestores nessa temática. OBJETIVO GERAL: Desenvolver uma Interface Gráfica de Planejamento, Monitoramento e Avaliação (IGPMA) que estruture as informações conforme os marcos legais do SUS, com o propósito de instrumentalizar os gestores locais e fomentar a cultura do planejamento estratégico e da avaliação contínua nos serviços de saúde. MATERIAIS E MÉTODOS: Pesquisa de desenvolvimento metodológico com abordagem mista realizada em quatro etapas, sendo (1) revisão de escopo; (2) pesquisa qualitativa, ambas com o intuito de compreender as percepções dos gestores na implementação da cultura de planejamento, monitoramento e avaliação; (3) construção de Interface Gráfica (IG) e (4) modelo informacional baseada nas etapas anteriores. Metodologicamente, a revisão de escopo foi realizada nas fontes de informação MEDLINE, BVS, Scopus, Embase e literatura cinzenta, de julho de 2024 a fevereiro de 2025, em português, inglês e espanhol, posteriormente foi realizada uma análise temática dos dados, a fim de identificar temas que demonstraram o caminho para mapear os estudos com as percepções dos gestores. Na pesquisa qualitativa, o corpus foi composto por 27 entrevistas com gestores (as) da Secretaria Municipal de Saúde, das áreas de: a) Monitoramento e Avaliação; b) Gerência de CAPS; Gerência de UBS; d) Gestores de ESF; e) Vigilância Epidemiológica e f) Assistência Farmacêutica. Para assegurar rastreabilidade e padronização, o corpus foi codificado e preparado, analisado com o apoio do software IRaMuTeQ e do excel. A análise teórica dos dados foi fundamentada no Planejamento Estratégico Situacional. Para a construção da IGPMA criou-se um método a partir da junção da metodologias: Desing Thinking e Projeto E, e contou com o apoio da Inteligência Artificial Gemini Canva versão Gratuita. A construção do modelo informacional baseou-se na metodologia proposta da Rede Nacional de Dados de Saúde, a fim de permitir a interoperabilidade com outros sistemas de informação utilizados na gestão do SUS. A junção das metodologias do Projeto E e do Desing Thinking resultou na elaboração de um método para construção de IGPMA, com 6 etapas, sendo a (1) imersão, (2) escopo, (3) estrutura, (4) esqueleto, (5) estética e (6) execução. A imersão foi realizada por meio dos resultados da scoping review e das entrevistas semi-estruturadas da pesquisa qualitativa. Na etapa de escopo, foram definidos os usuários e seus tipos de acesso ao software, bem como os requisitos funcionais e não funcionais, assim como as restrições. Na etapa de estrutura foram desenhados 09 fluxogramas, e script de dados e modelo informacional. No esqueleto foi construído os wireframes (layout) do software. Na execução foram construídas as telas e o protótipo final. RESULTADOS: Na revisão de escopo foram incluídos 18 estudos qualitativos que apresentassem as percepções dos gestores durante a implementação do PMA. Da análise resultaram categorias temáticas: definições e conceitos de planejamento, monitoramento e avaliação; práticas de planejamento, monitoramento e avaliação; responsáveis pelo planejamento, monitoramento e avaliação; utilização dos instrumentos RDQA, RAG, PS, PAS; uso de Sistemas Informação em Saúde (SIS) para extração de dados epidemiológicos; educação permanente para gestores; sobrecarga de trabalho e o predomínio de ações não planejadas; gestão participativa; sistema informatizado como facilitador do planejamento, monitoramento e avaliação. Na pesquisa qualitativa, a organização do material possibilitou a identificação de núcleos temáticos interpretativos, conferindo maior robustez às inferências. CONCLUSÃO: Os resultados indicam que, embora o planejamento, o monitoramento e a avaliação no SUS apresentem avanços normativos, persistem fragilidades relacionadas ao uso qualificado da informação, à integração entre níveis de gestão, à participação social e à articulação com o planejamento orçamentário. Evidenciou-se o predomínio de um uso instrumental dos sistemas de informação e lacunas na capacitação dos gestores. Nesse contexto, a IGPMA, desenvolvida a partir do Design Thinking e do uso de Inteligência Artificial, mostrou-se uma estratégia promissora para organizar informações, apoiar a tomada de decisão e fortalecer uma cultura de planejamento estratégico e avaliação contínua no SUS.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1935503 - GLEBSON MOURA SILVA
Interno - 1778449 - MARCUS VALERIUS DA SILVA PEIXOTO
Interno - 2029205 - ANDREIA FREIRE DE MENEZES
Externo ao Programa - 2454408 - MAI LY VANESSA ALMEIDA SAUCEDO FARO

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