Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: JOSÉ LUCAS DOS SANTOS
DATA: 11/12/2024
HORA: 09:00
LOCAL: Presencial - aguardando alocação de sala - UFS São Cistóvão
TÍTULO: Morte Encefálica em Sergipe: Um Estudo Transversal
PALAVRAS-CHAVES: Adulto; Morte cerebral; Fatores associados; Diagnóstico.
PÁGINAS: 100
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Enfermagem
SUBÁREA: Enfermagem Médico-Cirúrgica
RESUMO:
Introdução: A morte encefálica (ME), caracterizada pela perda irreversível de todas as funções cerebrais, geralmente resulta de lesões graves, como doenças cerebrovasculares. Este estudo descreve o itinerário diagnóstico e a gestão dos serviços de saúde no Estado de Sergipe, com foco nos fatores associados ao diagnóstico e o impacto do tempo na confirmação da ME. Objetivo: analisar os fatores associados ao diagnóstico de morte encefálica em hospitais no Estado de Sergipe. Materiais e método: Estudo transversal, realizado entre agosto de 2023 a agosto de 2024 em três hospitais públicos e um hospital filantrópico. Foram incluídos pacientes maiores de 18 anos, de ambos os sexos, escore de três na ECG, lesão neurológica comprovada por meio de exame de imagem, com pelo menos dois dos reflexos: tosse e/ou reflexo pupilar e ou drive respiratório. A coleta de dados se deu por meio de busca ativa nas unidades utilizando instrumento de coleta de dados padronizado para entrevistas com o responsável legal pelo paciente e informações dos prontuários. A pesquisa foi aprovada pelo comitê de ética em pesquisa da UFS. Resultados: O estudo incluiu 69 participantes divididos em dois grupos de desfechos: ME confirmada e ME suspeita. Obteve-se 65% dos participantes procedentes do interior e 35% da Grande Aracaju, com mediana de idade de 52 anos. Predominou o sexo feminino (59%) e a etnia parda (62%). Aracaju concentrou 96% dos casos confirmados de ME e 65% dos casos suspeitos, sendo o acidente vascular cerebral hemorrágico a causa mais prevalente. O protocolo de ME foi aberto em 100% dos casos confirmados e em 65% dos suspeitos, a ME foi confirmada em 66% da população. Em 98% dos casos confirmados, não houve necessidade de transferência, o DTC foi o exame mais utilizado. O tempo de conclusão do protocolo foi demasiadamente maior para confirmação de ME do que para o grupo suspeito, o tempo médio de internação variou entre 9 dias grupo ME suspeita e 10 dias para o grupo ME confirmada. Indivíduos com maior idade, com diagnóstico de câncer e o menor escore na Escala de Coma de Glasgow apresentaram menores chances de confirmação do diagnóstico e ter um serviço de saúde estruturado apresentou uma forte associação confirmação de ME. Conclusão: A taxa de confirmação de ME foi consistente com outros estudos já realizados. Pacientes em cuidados paliativos por câncer e menor escore da ECG foram fatores protetores para confirmação de ME, e ter um serviço estruturado contribui para maiores chances de confirmação do diagnóstico. A instabilidade hemodinâmica dos pacientes e limitações logísticas das instituições, influenciaram na condução dos protocolos aumentando o tempo diagnóstico.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1506112 - FERNANDA GOMES DE MAGALHÃES SOARES PINHEIRO
Interno - FERNANDA COSTA MARTINS GALLOTTI
Interno - 2394615 - EDUESLEY SANTANA SANTOS
Externo ao Programa - 1120444 - JUSSIELY CUNHA OLIVEIRA
Externo à Instituição - IKARO DANIEL DE CARVALHO BARRETO